domingo, 16 de janeiro de 2011

Los cantantes e sus clases en Expanish

Quando a gente decidiu vir para a Argentina, eu falei: “vou levar o violao elétrico, que vai que a gente consegue um lugar bacana para tocar e tal.”

Aconteceu de tocarmos no lugar mais inusitado e interessante que poderíamos encontrar: a escola de idiomas.

Toda sexta tem a saída de alguns alunos, com a entrega de diplomas. Na última sexta, uma colega da classe de Aline e quatro da minha iriam deixar a escola. Foi entao que Mariel, professora de Aline, sugeriu que “fizéssemos um som” (é claro que ela nao falou assim, em português, com essa conjugacao perfecta de futuro do verbo fazer).

E assim foi: entre suícos, alemaes, eslovacos, estadunidense (como os norte-americanos sao chamados acá), franceses, dinamarqueses, ingleses e, claro, muitos brasileiros, “fizemos o som!”. Foi um pocket show, com apenas 5 ou 6 cancoes, mas que nos fizeram muito felizes. E, pelos aplausos (modéstia a parte) também fez a felicidade de todos ali. Principalmente dos tantos brasileiros (somos maioria nao só na cidade, mas também no curso). Nos demais estrangeiros, notamos também uma satisfacao, mesmo que sem compreender a língua. É a universalidade da música. Ainda mais da brasileira.

Mas como nao podia faltar, o show comecou com o bolero “Tu me acostumbrastes” composta por Frank Dominguez, gravada por Caetano na década de 70 e cantada, lindamente, por Aline, com um español que mereceu nota 10 até das professoras mais exigentes.

Com pedido de bis e tudo, a promessa é de que voltemos a tocar na sexta que vem, agora como a nossa despedida do curso.

Vamos ensaiar novas cancoes.

Finalizamos o dia com um almoco no centro.








Clase de Aline: Patrick (suíco), Isabela (brasileira), Elsabeth (suica), Daiana (brasieleira), Fabiana (brasieleira), Brano (eslovaco), Mariel (professora - argentina), Aline e Daniel.

Hard Buenos Aires Rock

Todos os lugares que temos ido, aqui em Buenos Aires, têm sua graca, seu charme, sua beleza, sua história ou, pelo menos, seu lado pitoresco.

O Hard Rock tem, talvez, tudo isso. E ainda tem um ar de pop, de lugar da moda.

O violão de Bob Dylan, a guitarra de Jimmy Page, roupas de Michael Jackson, emolduradas entre dezenas de fotos e capas de disco dos Beattles, Queen, Kiss e de outras tantas bandas de rock daqui da Argentina, conferem ao lugar um ar de museu do rock. É claro que quem conhece o Hard Rock nos E.U.A. ou de outros lugares (que não é o meu caso), pode achar o de Buenos Aires um tanto “vazio” de raridades. Mas para mim, o melhor foi saborear o “chopp Quilmes, con papas rellenas con queso” ao som da interminável selecão de clipes clássicos do rock mundial, ao lado de Aline.

E eu lá, já "un poco borracho", comentando como “rock mesmo” era no velho Calypso do Rio Vermelho, com suas intemináveis JAMs de fim de madrugada.













quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Turismo clássico

Como estamos no centro, é óbvio que já tinhamos passado na frente da Casa Rosada e do famoso Café Toroni algumas vezes, mas nunca tivemos o prazer de adentrar esses lugares.

Na Casa Rosada nao entramos antes, por só ser permitida a visitacao aos fins de semana, já no Café Tortoni, por sempre ter filas imensas  na porta, o que nos fez deixar a visita pra depois.

Entonces...domingo fizemos tudo isso! A fila no Cafe Tortoni só tinha 3 pessoas (era por volta de meio dia) e assim adentramos no belíssimo, tradicional e mais antigo Café da cidade. Inaugurado em 1858. Seu porao era um ponto de encontro muito popular do La Peña, um grupo de escritores e artistas, liderado pelo pintor Benedito Quinquela Martín ( já citado no post sobre La Boca). Vários outros jovens e boêmios artistas poderiam ser encontrados no Café Tortoni, como Luis Borges, Roberto Arlt, Alfonsina Storni, e também visitantes, como García Lorca. O Tortoni é realmente maravilhoso. Saímos de lá quase duas da tarde, entre um café e uma medialuna.

Depois fizemos um tour pela Casa Rosada,q que é o palácio presidencial de Buenos Aires. Vimos inclisivo o salao branco, onde nossa presidente Dilma será recebida em 31 de janeiro. Lá além de estar tendo uma exposicao do Bicentenário da revolucao argentina, tem uma sala permenante só com fotos de mulheres que fizeram a história do país. A Casa Rosada por dentro é realmente a impressao de ter a Europa na América do Sul!

Ainda no Domingo retornamos à feira de San Telmo para tirar uma fotinha com a estátua da Mafalda, do cartunista argentino, Quino ( eu nao me perdoaria se voltasse pra casa sem uma fotoca da Mafalda!) e também para comprarmos uma tela  ( no caso duas), para a nossa nova casa em Salvador.

                                                                     Café Tortoni















terça-feira, 11 de janeiro de 2011

El cine

Sábado nós iríamos para a cidade de Tigre, porém estava chovendo muito e resolvemos fazer um programinha mais "light" em um local fechado. Como eu estava precisando comprar um tênis, fomos para o Shopping Abasto, que fica no bairro Abasto, onde viveu Carlos Gardel. Aproveitamos também para ir ao cinema do shopping.

Meu numero de sapato é 33 e como eu já poderia imaginar, nao existe esse número aqui para adultos, só para criancas, entao a saída foi comprar um All Star azul bebê sem cadarcos. Isso mesmo! Nao tem cadarcos, e sim elásticos. Pra falar a verdade, eu amei! É lindo e exclusivo para mim e para "los niños".

Escolhemos o filme "Los Pequeños Focker", que no Brasil o título é Entrando numa fria (o terceiro). Como já havíamos assistido os dois primeiros filmes, achamos uma boa assistir aqui o terceiro. É um filme bem engracado e ao mesmo tempo constrangedor. Hehheheheh. Assistimos em inglês, com legendas em espanhol. Foi um dia no shopping bem mais bacana do que no Brasil, com certeza!





segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

La Boca

Sexta-feira depois da aula, soubemos que iria ter um tour para La Boca, saindo do curso às 15h. Resolvemos ir, porque ainda nao conhecíamos o tao famoso bairro e como ouvimos falar que lá era o bairro mais pobre e perigoso da cidade, achamos que seria uma boa fazermos um tour.

Quando chegamos à escola, ficamos na dúvida se iríamos, pois o tour passaria nao só por La Boca, mas também por San Telmo e por Puerto Madero (que já conhecíamos e nao tínhamos interesse algum em ir de novo , ainda mais com  um tour, nesses lugares, queríamos conhecer o Caminito e o estádio da Bombonera  - Boca juniors). Falamos com os guias (dois estudantes de faculdade) e sugerímos ir com eles até La Boca e ficar por lá, abandonando o grupo. Eles concordaram e pagamos a metade (cerca de 20 reais pra nós dois).

O tour era de buzú! Hehhehehehe. Como já havíamos tido a experiencia de andarmos de "colectivo" em Buenos Aires, nos sentimos em casa.

Ficamos acompanhando o guia Nicolas, só Daniel e eu, porque o restante do pessoal queria o tour em inglés (com o guia Nacho) e nós dois tivemos um tour privado em espanhol com o Nicolas.

Chegamos ao Rio Riachuelo, muito sujo desde o século XIX. Todos os candidatos a governantes, antes de se elegerem, prometem a recuperacao do rio, que duraria cerca de vinte e cinco anos, mas ninguem nunca fez nada, fica só na promessa. Em frente ao rio, fica a estátua do famoso pintor argentino Quinquela, que diferentemente de outros artistas e poetas famosos de Buenos Aires, que foram para a Europa, ele continuou na cidade e ergueu diversas obras sociais, como escolas e museus.

O guia nos explicou muitas coisas do bairro, que eu nao irei relatar aqui, pois se o fizesse só pararia de escrever amanha, mas resumindo: é um bairro de imigrantes e muito pobre, hoje os moradores de lá sobrevivem, na sua maioria, do turismo.

E por falar em turismo, caminhamos para o tao famoso Caminito em La Boca, que é como se fosse o nosso Pelourinho. O Caminito reproduz as casas que existiam no início do bairro de La Boca. Eram casas como corticos ("cortissos", nao tem cê cedilha no teclado) e muita coloridas, porque os moradores usavam os restos das tintas que sobravam nas embarcacoes, por isso, muitas vezes cada parede tinha uma cor. Cores sempre muito vivas.

A gente ficou por lá e o grupo seguiu em frente. Sentamos para tomar uma  cerveja Quilmes para depois ir para a Bombonera, só que nessa cerveja conhecemos um casal muito gente boa de Cuiabá, Alex e Daina e conversa vai, conversa vem, fomos ficando. Eles nos salvaram, por vários motivos! Um deles foi nos levar à regiao dos outlets , foi bom porque conhecemos primeiro para depois voltarmos lá e comprar, e outro motivo foi nos levar ao hotel em que estavam hospedados, que fica em frente ao Shopping Abasto, shopping este que fomos em outra ocasiao (papo para outro post). E no final salvaram-se todos! Pena que esquecemos de tirar uma foto juntos para registrar.

                                                                   Daniel e Nicolas
                                                                      Quinquela



 
                                              El niño con una remera de Messi y la pelota
                                      
                                                                  Cantante
                                                                   Danza folclorica

Muchos pies, muchas manos,
muchas bocas en la Boca.

Todos los sabores en una cadencia sola,

Histórica.

Vida de los que allí vivieron,
viven y vivirán.

Todos los caminos llevan al Caminito.

Caminiño donde el niño, con la pelota,
juega con sus pies de estrella.

Donde el olor
del Riachuelo
no aleja.

Cerca del cual, el hombre pintó una vida
y las mujeres lloran por sus hijos

y, por sus hombres, cierran los ojos.

¡Oh voz que re-sueña viejos sonidos!
¿Quantas veces ha cantado tais canciones?
¿En cuantas calles ha querido otras pasiones?

¿Y en cual das veces sus negros pelos quedaran tan blancos?

(Durante el tango,
dos jóvenes intentan un aliento;
una joven sufre su dolor
de ser chica y bailar sin querer…
… de ser sola y soñar el amor.)

Daniel.

08.01.2011

Museu Malba

Quinta-feira passada fomos ao Museu MALBA (Museu de Arte Latino Americano de Buenos Aires). Esse museu foi aberto em 2001. Alguns dizem que fica em Palermo, outros dizem que fica na Recoleta. Acredito que ele fica entre um bairro e outro. É um museu privado, que abriga obras do milionário e filantropo argentino, Eduardo Constantini.

A arquitetura do edifício é lindíssima! Esse museu reúne obras de importantes artistas latinos que representaram o modernismo (década de 20 e 30) e artistas que representaram a Pop Art (decada de 60 e 70). Lá podemos ver obras de Tarsila do Amaral, Antonio Berni, Fernando Botero, Di Cavalcanti, Jorge de La Vega, Frida Khalo, Oiticica, Leon Ferrari, dentre tantos outros maravilhosos artistas.

Eu sempre tive o costume de visitar exposicoes de arte e museus em Salvador e também em outras partes do globo. Daniel também é um amante das artes e sempre gostou de exposicoes  também, gosto este adquirido a inúmeras visitas ao MAM. Entao a visita ao MALBA foi uma experiencia deliciosa e gratificante, com inúmeros momemntos de emocao profunda.

Deliciem-se com as fotos.